terça-feira, 26 de abril de 2011

ATRAVÉS DA VIDRAÇA


São tênues os fios de luz que atravessam a vidraça.

Olho a madrugada e vejo a vida tentando renascer,

rompendo a noite nas brumas de um tempo morto.

Sou prisioneira de mim quando procuro uma verdade longínqua

entre a névoa da minha insensatez e a claridade

que me surpreende a cada amanhecer.

Quero sepultar os medos e as incoerências nesse solo frio da minha incredulidade.

O amanhã se faz presente em cada esperança.

O ontem é uma paisagem desértica nas pegadas do passado.

Como reverter toda essa angústia,

todo esse estigma que aniquila minha emoção

e deixa vestígios de um silêncio efêmero e sutil?

Como debelar essa saudade que me sufoca submergindo lembranças num mar de desespero?Olho a franja larga das ondas sobre a areia

e busco a minha paz no inconformado

e estranho personagem de ficções e mentiras

que habita meus sonhos.

Encontro em mim, apenas essa sombra escondida.

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